Flores Raras
 

 
"Para onde acorrem em luzente formação essas estrelas cadentes em teu cabelo negro, tão retilíneas, tão prematuras? - Vem, deixa-me lavá-lo nesta bacia estanhada, cintilante e gasta como a lua"
 
 
   
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Domingo, Julho 25, 2004
 
Retornei e como de costume já tenho uma indicação de um filme maravilhoso que assisti sexta-feira,chama-se Efeito Borboleta,é extremamente interessante e uma ótima sugestão,pois com este frio que está fazendo,só nos resta poucas coisas,como por exemplo para quem está apaixonado nada melhor que um cineminha e depois o retorno aos edredons.E para quem está sozinho um bom filme e a companhia dos amigos também é uma ótima pedida.
Segundo explica-se no filme, na moderna teoria do caos, uma batida de asas de uma borboleta em Nova York pode causar um tufão em Tóquio, ou seja, é a velha lei de ação e reação de Newton revista e amplificada.



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Segunda-feira, Julho 19, 2004
 
"Em Flores raras e banalíssimas, Carmen L. Oliveira conta a relação de Lota de Macedo Soares e Elisabeth Bishop e a criação do Parque do Flamengo. E ao contrário das biografias norte-americanas, que priorizam Bishop, o livro focaliza Lota e as figuras que junto com ela construíram a história recente do Rio de Janeiro e do Brasil. Segundo a autora, a relação das duas pode ser dividida em duas fases. Nos primeiros dez anos foram felizes e assumiram sua homossexualidade com surpreendente naturalidade para a época. A partir de 1961, a obsessão de Lota pela conclusão do Parque do Flamengo e a crescente instabilidade emocional de Bishop contribuíram para que enfrentassem uma forte crise até 1967.
O livro exigiu cinco anos de pesquisas, a análise da obra de Bishop, da correspondência das protagonistas, o depoimento de confidentes e matérias jornalísticas. Carmen Oliveira viajou para Ouro Preto, Belo Horizonte, Itaipava, Petrópolis, Rio de Janeiro e Estados Unidos, a fim de buscar informações. E optou pelo romance biográfico, o que lhe proporcionou maior liberdade. Muito além de um caso amoroso, o livro revela trechos inéditos da história do país: as discussões de Lota com o governador Carlos Lacerda, a briga com o arquiteto Sérgio Bernardes, a rivalidade com Burle Marx, a presença de Manuel Bandeira, Clarice Lispector, Portinari, Carlos Scliar, Rachel de Queiroz e Carlos Drummond de Andrade. Mas sua principal contribuição é o resgate de Lota, consciência de vanguarda que combateu a fúria imobiliária e a intervenção nos monumentos naturais do Rio de Janeiro. Lota conseguiu pela primeira vez no país que um projeto urbanístico fosse tombado. "Lota tem a estatura de um herói trágico e a estrutura de criação do personagem segue a da tragédia: há nobreza de caráter, mas há falta de percepção. O herói padece de uma profunda arrogância perante os deuses e sucumbe. A sua história é um caso moderno de tragédia", conclui Carmen Oliveira."
Retornei e tive a vontade de explicar o porquê da escolha deste nome para o meu blog.

 

 
   
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